Por circunstâncias diversas, nomeadamente a falta de espaço neste endereço, o podcast "O SOM DA MINHA VIDA" mudou-se de sons e bagagem para o soundcloud.

Todos os episódios estão disponíveis para escuta, aqui:

https://soundcloud.com/ritacolaco/sets/o-som-da-minha-vida-podcast

Boa escuta!

Hoje é o Dia Mundial da Rádio e este podcast celebra o primeiro ano de muitos sons de tantas vidas.

Hoje, partilho os primeiros sons gravados da minha vida, recolhidos pelo gravador analógico do meu pai. Por acaso, estes sons também dizem respeito a um dia de aniversário.

Maio de 1981.

O "Playback" do Carlos Paião era um hit nacional e havia sido escolhido para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção.

Eu, o meu irmão João, a minha mãe e o meu pai. Os quatro à volta de uma modesta mesa e um bolo caseiro com duas velas acesas. A menina de cabelos castanhos claros, ainda curtos e aos caracóis, está de pé em cima de uma cadeira com assento de palhinha e prepara-se para mais um, o segundo, sopro de vida. Estão os quatro na mesa da cozinha, ao lado de uma porta de ferro. A menina está de vestido castanho com folhos nos ombros. A divisão a meia luz e tão iluminada. O pai e o gravador sempre em REC. A luzinha vermelha guarda as memórias sonoras para depois. A menina chama a família pela fita magnética e depois canta em "Playback" com o irmão.

REC, Play, Rewind, Forward, Eject.

Os sons da K7 (cassete) também são um dos muitos sons da minha vida.

Boa escuta!

 

 

 

O Som da Minha Vida está de volta, embora nunca tenha chegado a partir.

Hoje, ouvimos um episódio por camadas. É assim que a Isabel Meira escuta o mundo que a rodeia.

Para quem não sabe, a Isabel é "só" uma das melhores jornalistas da rádio portuguesa.

Este ano, venceu o Prémio Gazeta de Jornalismo, na categoria de rádio, com este trabalho.

Para já, ouçam o Som que é, ele próprio, a vida da Isabel. 

Cada frase da Luanda Cozetti podia entrar numa antologia de frases inspiradoras. A Luanda fala e as palavras e as ideias parecem sair ao ritmo de um metrónomo. Aparecem no lugar e no tempo certos.

A Luanda é a voz dos Couple Coffee, que acabam de estrear o quinto álbum: Fausto Food.

Nascida no Brasil, Luanda é filha do jornalista Alípio de Freitas que foi, num adjectivo, um resistente.

A cantora não sabia, mas foi ela quem apertou o gatilho para o arranque deste podcast. Na verdade, foi o jornalista e escritor Viriato Teles que um dia, em conversa comigo na rádio, partilhou uma memória que a Luanda tinha dos tempos em que ia visitar o pai à prisão.

Nessa altura, ao imaginar os sons que hoje aqui se reproduzem e reconstituem, resolvi tirar da gaveta o podcast que há tanto tempo andava a ganhar forma na minha cabeça.

Portanto, a bem da verdade, o episódio de hoje bem que podia ser o episódio 1!

 

Chama-se João Maria Centeno Gorjão Ramos Jorge, mas ninguém diria. Nem diria que já tem 70 anos.

Para mim sempre foi Rão Kyao. Uma espécie de encantador de ouvidos com flauta de bambu.

Lembro-me de ser miúda, de fechar os olhos a ouvir Rão Kyao e sentir que estava noutro país, mesmo sem nunca ter andado de avião. Ou então sentia-me a sobrevoar uma planície ribatejana. Era como viajar sem pagar bilhete.

O som da vida de Rão Kyao é o som do "maior cantor e compositor do mundo".

Boa escuta!

Esta é a primeira vez - e provavelmente a única - em que a minha voz aparece por breves instantes, só para dar uma ajudinha.

Os números de 1 a 5, a bola do Manel, a mãe, o pai e o mano.

Estes são alguns dos sons de uma vida com 2 anos e meio. 

A vida do meu filhote mais novo, que quis agarrar no microfone e assumir o comando da gravação.

Este é o episódio do caçulinha num dia muito especial.

A Maria é um coração aberto.

E o som da vida da Maria de São José tem tudo a ver com corações.

Tenho por hábito dizer que a Maria é a minha alma gémea da rádio. Passamos horas na palheta a jogar ideias para a mesa, como quem joga cartas. 

Podia escrever um tratado sobre a generosidade e o talento da Maria de São José, mas bom bom é mesmo ouvi-la, à beira que está de fazer anos. E eu, só podia oferecer-lhe som. 

O som da vida da Maria.

Este é o primeiro Som da Minha Vida a dois.

Olga Cipriano e Júlio Martins partilham silêncios na aldeia do Figueiredo. 

Júlio trocou a cidade para casar com Olga e com a Serra da Archeira. Ele é gestor de segurança em parques eólicos e ela é gerente numa empresa de restauração.

Vivem à beira da A8, à beira do centro de Torres Vedras, de moinhos gigantes de vento, do sossego, do ar puro, do chilrear dos pássaros e dos latidos do cão da vizinha, mas também vivem à margem dos transportes e da rede de telemóvel.

Estou sim? Sou o silêncio.

Quando cheguei à beira do Miguel, já ele tinha a memória sonora na ponta da língua porque já era ouvinte deste podcast e porque, fundamentalmente, também gosta e vive do som.

Já fez locução, animação, produção, sonoplastia, anúncios publicitários, documentários televisivos e é professor na Universidade Autónoma de Lisboa e no Cenjor.

Passeia de mão dada na rua com bandas sonoras na cabeça, é um romântico e um apaixonado pelo Benfica.

Boa escuta!

 

Tem daquelas gargalhadas que apetece gravar e inventou a língua do "pochokotoi". 

A Cláudia é jornalista da rádio, da televisão e é uma repórter das palavras.

Foi o filho Pedro, ainda no ventre, quem lhe apresentou Pixinguinha, um compositor brasileiro e um dos maiores embaixadores do chorinho brasileiro.

Do Pixinguinha passou para o pochokotoi. 

(para ouvir, basta carregar no play ou fazer download. Boa escuta!)

- Older Posts »