A rádio é a amante e a relação mais fiel de Francisco Sena Santos.

É com a rádio que dorme desde miúdo, desde os tempos em que escutar a telefonia era um ritual em casa do avô, em Lamego, ou desde que os pais lhe ofereceram uma telefonia Philips para matar o tempo de convalescença da rubéola.

Navegava mais pelas ondas longas do que pelas curtas e cedo teve a certeza de que a rádio é o meio que menos se desvia daquilo que é relevante para as pessoas.

O som da notícia está-lhe na ponta dos ouvidos, mas também o silêncio. Afinal "o que seria das palavras sem o silêncio?"

Esta conversa com o Sena, Chico Sena Santos para os amigos, foi gravada num dos estúdios da ESCS - Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, ainda antes da pandemia bater à nossa porta. É ali que, desde há alguns anos, um dos mestres da rádio ensina dezenas de alunos a escutar e a contar o mundo.

E porque neste podcast o silêncio é de ouro e não há pressas, juro que nenhum "aaah" tão característico do fervilhante Sena foi ferido durante a edição ☺️.

A música que abre e que fecha este podcast é, como sempre, da autoria do talentoso Paulo Cavaco.

Boa escuta!

 

Nos últimos meses, fomos gerindo silêncios e pandemónios dentro da pandemia, mas o podcast "O Som da Minha Vida" está de volta em modo normal. Ou o que quer que normal queira agora dizer.
O episódio de hoje foi gravado antes do confinamento, longe de imaginar que iríamos chegar a este (pouco) admirável mundo novo.
A Noemia Gonçalves é uma voz das madrugadas, das manhãs, das tardes e das noites também.
Todas as horas são boas para viver um grande amor.
Pode ouvir este episódio aqui ou em diferentes plataformas:

SPOTIFY | https://spoti.fi/3eaWJbo
iTUNES | https://apple.co/2Zb0sBl

FACEBOOK | https://bit.ly/3fcL0u8

Autoria | Rita Colaço
Música Original do Podcast | Paulo Cavaco
Músicas deste episódio com um agradecimento especial ao autor, o músico e compositor, Rui Gaio: "Carvoeiro" | "Mercy Side Red"

Excertos de músicas:
Garland Jeffreys | "Matador"
Radiohead | "Fake Plastic Trees"

A professora Eva continua a dar aulas de cavaquinho. E a professora Isabel continua a dar aulas de inglês. E muitos outros professores fizeram da sala de casa uma sala de aulas, gravando vídeos que partilham na página de facebook da USCARM.

A Marisa Dias Pereira lê capítulos de livros e criou uma rádio a partir de casa. Não fosse ela, a Marisa - a coordenadora e o elo de ligação - e talvez a Universidade Sénior "Criar Afectos" de Rio Mouro estivesse de portas fechadas nesta quarentena. Assim, continua com uma janela escancarada para o mundo e para os afectos. Ouça e partilhe! Vai valer a pena!
Música original do podcast: Paulo Cavaco
Autoria e edição: Rita Colaço

Continuamos isolados socialmente.

Hoje, ouvimos um final de noite entre mãe e filho.

Eu e o meu filho mais novo: o Lourenço.

As noites confinadas são de histórias, mais ou menos, sussurradas.

Estas são "As aventuras dos gémeos Pinheiro-Bravo", com as perguntas dos cinco anos aventureiros do Lourenço.

 

Música original do podcast: Paulo Cavaco

Os próximos episódios do podcast "O som da Minha Vida" vão ser diferentes porque...o mundo está diferente.

Um vírus com uma coroa deixou-nos em estado de guerra. É o que se ouve dizer.

Nos próximos episódios, não vamos ouvir o silvo de uma bomba, nem tiroteios.

Nesta guerra, a fazerem a vez de soldados, estão milhões de famílias que, a partir de casa, usam uma única tática: não sair.

Hoje, começamos com a série "Nós por casa", na esperança de que seja uma série muito curta. Há-de ser.

Nos próximos dias e nos próximos episódios, o som não vai estar perfeito.

Vão ser as próprias famílias a gravarem nos seus telemóveis os sons das suas vidas.

Depois, também eu à distância e a partir da minha casa, vou ouvir e editar esses sons.

Começamos com a família Franco Faria que vive em Lisboa.

Estes são os sons desta nova - e esperamos que breve - vida da Sofia, do Tiago, da Ema e da Diana.

 

Se quiser fazer parte desta série, basta ir gravando alguns sons do seu dia-a-dia em casa e também gravar a sua resposta a três questões:

- Qual foi o som do seu dia?

- Qual foi o melhor momento do dia?

- Qual foi o pior momento do dia?

Depois, envie os seus audios (em formato wav ou mp3) para ritacolaco@gmail.com 

 

Este é daqueles episódios que não precisa de muito contexto, mas vá.

Hoje, é mesmo "O Som da MINHA Vida" mais recente.

Duas crianças (que por acaso são as minhas), estão socialmente isoladas há apenas dois dias para se protegerem da Covid-19.

Estão como tantas outras crianças e adultos, em Portugal e noutros países europeus.

Faltam só, pelo menos, mais 25 dias.

Se este já é o som da sua vida, força! Estamos junt@s.

Se ainda não é, prepare os seus ouvidos para o que aí vem.

Se nunca vier a ser, parabéns!, tem filhos socialmente prontos a frequentarem uma experiência tipo Big Brother.

Ou não.

Boa escuta!

 

Faz hoje três anos que "O Som da Minha Vida" entrou ao serviço das memórias que ficam nos ouvidos. 

Hoje é o Dia Mundial da Rádio e este é um episódio especial com os contributos de alguns ouvintes que responderam ao desafio lançado na página do facebook.

À Teresa Rouxinol, à Ana Franco, ao Rui Miguel Godinho, à Irene Leite, à Jennifer Tang e à Celina Faria: muito obrigada pelos sons das vossas vidas.

Obrigada também a todos aqueles que já partilharam os sons das suas vidas: aos meus filhos Francisco e Lourenço, ao António Macedo, à Inês Santiago, ao Carlos Felgueiras, ao Carlos Guida Scarllaty, à Cristina Santos, à Patrícia Proença, ao Paulo Nuno Vicente, ao João Paulo Baltazar, à Cláudia Almeida, ao Miguel van der Kellen, à Olga e ao Júlio Martins, à Maria de São José, ao Rão Kyao, à Luanda Cozetti, à Isabel Meira, ao Tomé Coelho, ao Francisco Rebelo, ao Paulo Cavaco, à Élia Maria Alves e também à Noémia Gonçalves e ao Francisco Sena Santos que serão os próximos episódios.

Viva a rádio, viva o podcast, VIVAM OS SONS DA NOSSA VIDA!

Um rei de Orelhão que manda uma Santa catar-lhe piolhos e as memórias magoadas de um passado que parece muito recente.

Élia Maria Alves tem 81 anos. Conhecia-a numa volta a Portugal e descobri que um dos sons da vida dela é a lenda da terra que a viu nascer: Lamas de Orelhão, no concelho de Mirandela.

Há episódios que quase não precisam de sonorização porque há vozes que são uma orquestra sinfónica.

"O Som da Minha Vida" está de volta e com a casa mais arrumada. Neste episódio, vamos andar entre contrabandistas, cabrones e silêncios. O Paulo Cavaco é um homem dos sete instrumentos, mil ofícios e generosidade infinita. É mesmo boa pessoa. Faz do som vida e com a vida faz sons. Desafiei-o para assinar o novo tapete de entrada deste podcast e o resultado está ao ouvido. Boa escuta!

Francisco Rebelo é músico e produtor dos Orelha Negra, ajudou a fundar grupos como os Cool Hipnoise, é técnico de som e formador também na área do som.

O som da vida do Francisco tem tudo a ver com a liberdade.

Este episódio traz as pedras da canção-senha para a liberdade em Portugal que, ainda em menino, deixaram o Francisco com o som atrás da orelha.
A mãe dizia-lhe: "Chico, não podes ouvir essa música tão alto porque isso é uma música proibida"!

O Francisco é um poço de som! Ora escuta!

Os bons filhos à casa tornam.

Depois de uma saída temporária do Podbean, O SOM DA MINHA VIDA está de volta ao lugar onde já foi feliz.

Neste episódio, ouvimos os sons da vida de Tomé Coelho, presidente da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, e percebemos como a realidade produzida pelos sons é tão diferente da realidade produzida e transformada pelos gestos.

Boa escuta!

Hoje é o Dia Mundial da Rádio e este podcast celebra o primeiro ano de muitos sons de tantas vidas.

Hoje, partilho os primeiros sons gravados da minha vida, recolhidos pelo gravador analógico do meu pai. Por acaso, estes sons também dizem respeito a um dia de aniversário.

Maio de 1981.

O "Playback" do Carlos Paião era um hit nacional e havia sido escolhido para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção.

Eu, o meu irmão João, a minha mãe e o meu pai. Os quatro à volta de uma modesta mesa e um bolo caseiro com duas velas acesas. A menina de cabelos castanhos claros, ainda curtos e aos caracóis, está de pé em cima de uma cadeira com assento de palhinha e prepara-se para mais um, o segundo, sopro de vida. Estão os quatro na mesa da cozinha, ao lado de uma porta de ferro. A menina está de vestido castanho com folhos nos ombros. A divisão a meia luz e tão iluminada. O pai e o gravador sempre em REC. A luzinha vermelha guarda as memórias sonoras para depois. A menina chama a família pela fita magnética e depois canta em "Playback" com o irmão.

REC, Play, Rewind, Forward, Eject.

Os sons da K7 (cassete) também são um dos muitos sons da minha vida.

Boa escuta!

 

 

 

O Som da Minha Vida está de volta, embora nunca tenha chegado a partir.

Hoje, ouvimos um episódio por camadas. É assim que a Isabel Meira escuta o mundo que a rodeia.

Para quem não sabe, a Isabel é "só" uma das melhores jornalistas da rádio portuguesa.

Este ano, venceu o Prémio Gazeta de Jornalismo, na categoria de rádio, com este trabalho.

Para já, ouçam o Som que é, ele próprio, a vida da Isabel. 

Cada frase da Luanda Cozetti podia entrar numa antologia de frases inspiradoras. A Luanda fala e as palavras e as ideias parecem sair ao ritmo de um metrónomo. Aparecem no lugar e no tempo certos.

A Luanda é a voz dos Couple Coffee, que acabam de estrear o quinto álbum: Fausto Food.

Nascida no Brasil, Luanda é filha do jornalista Alípio de Freitas que foi, num adjectivo, um resistente.

A cantora não sabia, mas foi ela quem apertou o gatilho para o arranque deste podcast. Na verdade, foi o jornalista e escritor Viriato Teles que um dia, em conversa comigo na rádio, partilhou uma memória que a Luanda tinha dos tempos em que ia visitar o pai à prisão.

Nessa altura, ao imaginar os sons que hoje aqui se reproduzem e reconstituem, resolvi tirar da gaveta o podcast que há tanto tempo andava a ganhar forma na minha cabeça.

Portanto, a bem da verdade, o episódio de hoje bem que podia ser o episódio 1!

 

Episódio 15 - Rão Kyao

Chama-se João Maria Centeno Gorjão Ramos Jorge, mas ninguém diria. Nem diria que já tem 70 anos.

Para mim sempre foi Rão Kyao. Uma espécie de encantador de ouvidos com flauta de bambu.

Lembro-me de ser miúda, de fechar os olhos a ouvir Rão Kyao e sentir que estava noutro país, mesmo sem nunca ter andado de avião. Ou então sentia-me a sobrevoar uma planície ribatejana. Era como viajar sem pagar bilhete.

O som da vida de Rão Kyao é o som do "maior cantor e compositor do mundo".

Boa escuta!

Esta é a primeira vez - e provavelmente a única - em que a minha voz aparece por breves instantes, só para dar uma ajudinha.

Os números de 1 a 5, a bola do Manel, a mãe, o pai e o mano.

Estes são alguns dos sons de uma vida com 2 anos e meio. 

A vida do meu filhote mais novo, que quis agarrar no microfone e assumir o comando da gravação.

Este é o episódio do caçulinha num dia muito especial.

A Maria é um coração aberto.

E o som da vida da Maria de São José tem tudo a ver com corações.

Tenho por hábito dizer que a Maria é a minha alma gémea da rádio. Passamos horas na palheta a jogar ideias para a mesa, como quem joga cartas. 

Podia escrever um tratado sobre a generosidade e o talento da Maria de São José, mas bom bom é mesmo ouvi-la, à beira que está de fazer anos. E eu, só podia oferecer-lhe som. 

O som da vida da Maria.

Este é o primeiro Som da Minha Vida a dois.

Olga Cipriano e Júlio Martins partilham silêncios na aldeia do Figueiredo. 

Júlio trocou a cidade para casar com Olga e com a Serra da Archeira. Ele é gestor de segurança em parques eólicos e ela é gerente numa empresa de restauração.

Vivem à beira da A8, à beira do centro de Torres Vedras, de moinhos gigantes de vento, do sossego, do ar puro, do chilrear dos pássaros e dos latidos do cão da vizinha, mas também vivem à margem dos transportes e da rede de telemóvel.

Estou sim? Sou o silêncio.

Quando cheguei à beira do Miguel, já ele tinha a memória sonora na ponta da língua porque já era ouvinte deste podcast e porque, fundamentalmente, também gosta e vive do som.

Já fez locução, animação, produção, sonoplastia, anúncios publicitários, documentários televisivos e é professor na Universidade Autónoma de Lisboa e no Cenjor.

Passeia de mão dada na rua com bandas sonoras na cabeça, é um romântico e um apaixonado pelo Benfica.

Boa escuta!

 

Tem daquelas gargalhadas que apetece gravar e inventou a língua do "pochokotoi". 

A Cláudia é jornalista da rádio, da televisão e é uma repórter das palavras.

Foi o filho Pedro, ainda no ventre, quem lhe apresentou Pixinguinha, um compositor brasileiro e um dos maiores embaixadores do chorinho brasileiro.

Do Pixinguinha passou para o pochokotoi. 

(para ouvir, basta carregar no play ou fazer download. Boa escuta!)

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